Controladoria Geral da União Usa MicroStrategy
[PORTUGUESE]
CGU automatiza auditoria de compras com solução de BI
A Controladoria Geral da União (CGU) automotizou a auditoria das compras públicas com solução de Business Intelligence, adquirida por meio de licitação em agosto de 2008. A Microstrategy foi quem venceu o edital para fornecer a ferramenta, cujos principais recursos utilizados no projeto são análise multidimensional e visualização dos dados em painéis de visualização.
Henrique Rocha, gerente na diretoria de informações estratégicas da Controladoria Geral da União, conta que a plataforma OLAP oferece suporte à análise de grandes volumes de dados, flexibilidade e rapidez na manipulação de informações. “A usabilidade da ferramenta, a camada visual para apresentação de informações e a plataforma para distribuição de informações na organização facilitou as atividades dos auditores”, conta Rocha.
A MicroStrategy foi responsável pela instalação da ferramenta, treinamento dos profissionais e suporte para a execução do projeto.
“Assim que os dados são publicados no Portal da Transparência, o que ocorre mensalmente, a CGU já tem em mãos os relatórios gerenciais desses gastos e a relação das transações consideradas atípicas. O resultado dessa aplicação pode ser mensurado pela queda da quantidade de denúncias recebidas no órgão e aquelas veiculadas pela mídia”, observa Rocha.
O processo de coleta e análise de dados acontecia de forma manual ou semi-automatizada, com o apoio de pequenos programas desenvolvidos. Cada equipe de auditores consultava individualmente os gastos efetuados no sistema de controle contábil do Governo Federal (SIAFI). Os dados eram examinados, extraídos e armazenados em planilhas pelo próprio auditor para serem detalhados de forma amostral durante as auditorias.
“Cabia ao auditor a tarefa de encontrar inconsistências nos gastos efetuados e o grande volume de dados dificultava a análise. Além do mais, era muito difícil extrair relatórios gerenciais sobre os gastos, como linhas de tendência, comportamento de consumo dos órgãos, perfis de gastos na administração pública, entre outros. Fazia-se necessária não só a migração das ferramentas utilizadas, mas principalmente, a introdução de mecanismos de tecnologia no processo de auditoria empregado pela Controladoria”, explica Rocha.
Com a migração do processo para uma solução de BI, os auditores da CGU têm à sua disposição relatórios mensais sobre a evolução de gastos no cartão e sob demanda para subsidiar a elaboração de roteiros de auditoria. Esses relatórios pré-configurados verificam a base de dados de transações efetuadas, determinando as que possuem maior potencial de inconsistência. Construídos a partir de regras, são baseados nos normativos que regulam sua utilização e em situações irregulares detectadas em auditorias anteriores, explorando a experiência da CGU em auditorias dessa natureza. Trata-se também de um sistema de atualização constante, que permite agregar novos tipos de irregularidades na medida em que são descobertas.
“Tanto a alta direção do órgão, responsável pelo acompanhamento dos relatórios gerenciais de evolução dos gastos, quanto os auditores presentes em diversas localidades do país, utilizam as informações provenientes do BI. A maior aplicação é a de gerar informações estratégicas, de suporte à decisão, que apóiam não só os gestores na missão de administrar os programas de governo, mas também direcionam as ações de controle empreendidas pela CGU”, explica.
Fonte:
Decision Report